Textos clássicos
O texto clássico segue a forma que os convites portugueses usam há um século: quem convida são os anfitriões — tradicionalmente os pais —, os noivos são nomeados por completo, a data vai por extenso e, no fim, anuncia-se o copo-de-água, o nome que em Portugal se dá ao banquete que se segue à cerimónia. Resulta em casamentos na igreja, de traje formal, e em todos os dias em que a solenidade faz parte do prazer.
Exemplo 1 — Pais da noiva convidam, cerimónia na igreja
Exemplo 2 — As duas famílias convidam juntas
Exemplo 3 — Formal, cerimónia civil e copo-de-água na mesma quinta
Como se constrói
«Têm a honra de convidar V. Ex.ª» — A fórmula formal portuguesa por excelência. O tratamento por V. Ex.ª (Vossa Excelência) marca o registo solene; nos convites modernos é substituído por um simples «convidam».
A data por extenso — «Sábado, dia doze de junho de dois mil e vinte e sete, pelas quinze horas» — a data e a hora escritas por completo são o sinal mais claro de um convite formal.
O copo-de-água — Em Portugal, o banquete a seguir à cerimónia chama-se copo-de-água — nome antigo e enganador, porque de água tem pouco: é o almoço ou jantar servido, normalmente numa quinta. Deve ser nomeado no convite, com o local, se for diferente do da cerimónia.
Bom saber
- Enviem os convites clássicos com 2 a 3 meses de antecedência; a data limite de confirmação costuma ser 4 a 5 semanas antes, para fechar o número de convidados com o espaço e o serviço de catering.
- Os padrinhos de casamento — uma madrinha e um padrinho para cada noivo, que assinam como testemunhas — são escolhidos cedo e tratados como convidados de honra; em muitos convites tradicionais, a família agradece-lhes em pessoa, fora do cartão.
- Traje, indicações de caminho e informações sobre presentes vão tradicionalmente num cartão à parte ou na página do convite — nunca no próprio convite.